Conclusões,
de uma conversa com um amigo empresário, sobre os problemas dos Polígonos
Portugueses :
O
problema dos polígono industriais começa na medida do momento 1, falta de
planificação e estratégia, abandono e esquecimento por parte da administração
publica.
Muitas
vezes, os polígonos mais antigos, são deixados ao abandono e esquecimento,
enquanto que os mais modernos não são bem planificados, pensados para receber o
tecido industrial existente na zona e não para poder receber outro o que possa
surgir outro tipo de industria ou atividade, alem do mais não são criados de
forma fomentar o surgimento de negocio, e nunca pensados médio e largo prazo,
como por exemplo, se dentro de 20 anos vão cobrir as necessidade de espaço e
estrutura?
Falta
também muitas vezes a existência de um planeamento efetivo donde se distribuam
diferentes áreas (terrenos) de acordo com os diferentes sectores ou atividades
de negocio, a falta de placas de informação há entrada, durante e saída dos polígonos,
ordenação espaços largos para facilitar a circulação, ou muitas vezes estão mal
situados ou em sítios de difícil acesso.
Já
depois num segundo plano não existe associativismo nas empresas dos polígonos,
de forma a criar sinergias, como por exemplo em Espanha existem associações
empresariais do próprio polígono donde se mantém contacto as diferentes
empresas que possam ter projetos em comum, se criam bolsas de trabalho comuns
quando se necessitam trabalhadores e até páginas de web do próprio polígono donde
se promovem as empresas, serviços e atividades ali presentes.
Para
já não falar da ausência de apoio as pequenas e medianas empresas, jovens
empreendedores, start ups, spin offs, etc. deveria existir em cada polígono,
um” Viveiro de Empresas” que permita manter o escritório/ administração e
outros espaços de gestão, para empresas com estas características, possam
crescer, assegurando nestes espaços, partilha de recursos e redução de gastos
comuns, como contratar pessoal qualificado, como gestores, administrativos,
técnicos de marketing etc. , pessoal de limpeza, consumo de energia, internet
etc. tudo isto num mesmo sitio, salas de reuniões e formação, tudo isto seria
mais valias partilhado, que uma inversão individual, porque não conjunta? Já
que muitas vezes estas são as principais barreiras para o surgimento de novas
empresas ou a criação de um nível mais Professional, nas já existentes.
Por
ultimo, serviços e negócios afins, como a existência, de cafés/ restaurantes,
postos de combustível, refeitórios, etc. facilitaria muito a vida aos
trabalhadores , no seu tempo de almoço, meia manha etc...
Ou
ate falando em serviços como postos de correios, á administração de uma
empresa, facilita muito os tramites, num sitio com tanta necessidade de estes
serviços e demanda se justifica, para não falar também do mesmo principio
aplicado a bancos, como 1 vez mais se vê em Espanha, se uma empresa tem um
banco cerca esta se beneficia porque não gasta tanto tempo nem dinheiro, e os
bancos tem num sitio como estes uma fonte inesgotável de clientes já que aqui
se movimentam as empresas do polígono ou seja os seus empresários, os seus
trabalhadores, e também clientes, fornecedores, para um banco isto é água num
deserto e para os restantes e comodidade e eficácia.
Mas
lista poderia continuar se refletirmos e fizéssemos um estudo em profundidade
da situação como por exemplo, uma rede transporte públicos eficiente que possam
aportar uma alternativa de deslocação aos trabalhadores do polígono
comunicando- os, com os seus focos de residência, e centros urbanos.
Acrescentando
ainda outras oportunidades, um tema que se leva muito em voga como a
responsabilidade social, pode ser uma melhoria conjunta de todo um polígono
industrial, por exemplo todas as mães e pais que trabalhem e tenham filhos
pequenos e que os deixem ao cuidado de um Infantário no mesmo polígono donde
trabalham, todos ganham os pais porque vem um necessidade preenchida de uma
forma simples, já que ficaria a caminho do trabalho, ao ser subvencionado por
uma associação de empresas do polígono seria mais barato, o polígono e as
empresas porque dão uma imagem positiva e inovadora a sociedade e gera uma
fonte mais de rendimentos. Em fim de certeza que se veriam todos satisfeitos
com o simples facto, de terem esses serviços aqui num polígono, sempre e quando
o num de população trabalhadora o justifique, claro, num polígono com 100
trabalhadores em que 4 tenham filhos claro que não mas num com 2000
trabalhadores em que 200 são pais, de crianças com idades de menos de 5 anos,
pois e uma aposta com cabeça.
Este
ultima observação leva –me a pensar noutro ponto de vista não seria melhor,
praticar a política de “poucos e bons”? quero dizer que a criação de polígonos
fosse melhor regulada que não se fizessem tantos, mas sim menos mas maiores e
melhores pensados...
Fazendo-
me reflexionar sobre este tema não poderia deixar de aportar duas observações
pessoais:
-
1ª Um polígono não deve ser visto como uma coisa de natureza morta , estática
mas sim algo vivo , em movimento, um polígono nasce, alimenta-se, cresce, e
evoluciona- outra vez 1 exemplo da vizinha Espanha, perto de Albacete (Castilla
La Mancha) há por ali uma toda uma vila, uma terrazinha, com elevado num de
habitantes e nível de vida, que há uns anos a traz era só e simplesmente
um “Polígono Industrial”...
-
2ª Existem tantos falhos que seria de recomendar um estudo realmente útil para
economia de este pais, como o estado atual dos polígonos industriais em
Portugal e repensar estrategicamente as necessidades e melhorias que se podem
realizar, esta com outras questões, fazem com que por exemplo Portugal e
Espanha estejam num crise econômica profunda, mas Portugal seja resgatado e
Espanha provavelmente não ,... as diferenças estão nestes pequenos detalhes,
empreendorismo, atitude e soluções práticas .
“O
que faz falta num polígono Industrial?” – Iniciativa , iniciativa de por em
pratica ideias de pessoas que tem talento e visão!

Sem comentários:
Enviar um comentário