O MEU MUNDO

O Ser Humano por detrás do Super Herói

Este não é um blogue de uma só temática mas multi-temático


Não sou um indivíduo extraordinariamente "Habilidoso" ou "Especialista", numa determinada área, só sou um tipo, "Razoavelmente Apto" em varias áreas, em razão da minha própria curiosidade!


Falar em Português no próprio País é "deselegante", segundo o Sr. Ministro Vitor Gaspar

Parece -me a mim que de certo cordialismo e elegância ou respeito, todos temos um pouco ou não fossemos tão Portugueses, como somos.

Vamos rever alguns princípios básicos de elegância e etiqueta,...

Se eu visitar um País de fala não Portuguesa, será elegante eu tentar fazer-me entender e comunicar na língua desse povo, tendo eu a capacidade para o fazer, seja ao entrar num restaurante, pedir informação na rua ou  visitar a casa de alguns amigos, em caso de não conhecer o idioma o necessário  para comunicar fluentemente, deverei então eu recorrer a um outro idioma que nos permita  então comunicar satisfatoriamente, caso o locutor ou receptor dominem minimamente esse mesmo idioma (normalmente em Inglês).

Da mesma forma, que se um estrangeiro nos visita o principio anterior se aplica, no entanto, sendo nós tão hábeis noutros idiomas e acolhedores, para os turistas e visitantes (que tanto precisamos para bem da nossa economia) em geral, tão bem falam o seu idioma mas desconhecem qualquer outro, tomemos de exemplo, os Ingleses, Espanhóis, Franceses, etc. entende-se que  aqui sim se quebre esta regra em prol da Hospitalidade Portuguesa e bem da Nação!

Num discurso feito num País sobre o estado econômico- social, desse País, tema que interessa a todos os habitantes desse mesmo País e que nem todos dominam outro idioma (mesmo sendo caso do inglês) será compreensível que se fale no mesmo idioma, desse mesmo povo porque de outra forma seria deselegante, correto?

Agora bem, quando não resta alternativa para manter a "elegância", bons modos e boa educação e para que ninguém saia prejudicado, recorre-se-á a um sujeito, (sendo possível faze-lo) quer seja amigo ou profissional etc. que se encontre nesse grupo e que fará a tradução ideal a esse sujeito/os, minorias, para que estes se deem conta, do que ali se fala.

Por fim posso então concluir, quem aqui foi muito "deselegante" foi o Nosso Sr. Ministro Vitor Gaspar, já que foi ele que pôs em evidencia nossa tendência enquanto Povo para darmos imagem de um certo "HILLBILLY" em frente ao Presidente do Eurogrupo na conferencia pós reunião, o passado dia 27 de Maio (em Lisboa)  por todos os princípios éticos e de etiqueta que enumerei em cima.

Assim poderia concluir o caso mas não o farei, perdoem-me que defenda ao Sr. Vitor Gaspar, ele é apenas uma vitima deste nosso conflito individual enquanto povo Portugués somos todos orgulhosos enquanto povo do nosso passado mas envergonhamo-nos do nosso presente, da miséria e talvez por isso tentemos compensar dessa forma com as nossas tentativas  desesperadas de sermos todos muito "modernos" e "Internacionais"

Não quero com isto passar uma mensagem  de "Nacionalismo & Paixão" mas deixem que vos faça ainda a seguinte observação:

- Qualquer dia falaremos mais Inglês que Português, vesse no quotidiano do nosso dia a dia seja numa aula da faculdade sobre conceitos de macro-economia ou transacionais, ou num facebook perto de nós "metemos inglês a torto e a direito porque nos fascina o que vem de fora porque, "saber Inglês é fixe" é a língua de Hollywood,... porque nos fascina o que vem de fora e nos envergonha ser quem somos, por isso que o nosso calçado é muito bom,... mas é o calçado italiano é que tem a fama e o que produzimos cá destina-se depois a uma lavagem de identidade de alguma marca Francesa,... Somos assim inseguros por natureza, copiamos o que outros melhor tem e aparentamos ser o que não somos! (depois lá se diz: - somos assim porque somos muito "humildes" e porque somos muito "hospitaleiros!")
Pretendemos apenas seguir os que vão na frente porque se fossemos nós á frente acabaríamos por nos perder do caminho, enquanto País, fomos crianças rebeldes a querer seguir o próprio caminho, depois jovens adultos a indicar aos outros o caminho e agora que somos enquanto País? Somos como idosos que já não sabem seguir o caminho sozinhos e se o fizéssemos acabaríamos perdidos e sem rumo neste mundo, apesar de sermos todos tão poliglotas.






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